Se você é atento ao mercado financeiro, com certeza já escutou ou leu alguma notícia sobre criptomoedas, não é mesmo? O criptoativo mais conhecido hoje em dia é o Bitcoin, que está com sua cotação nas alturas, quase se aproximando de seu recorde histórico.

O que muita gente ainda não sabe é que as criptomoedas não são mais apenas ativos digitais usados em esquemas de pirâmides financeiras e sim um tipo de investimento de grande potencial.

El Salvador, por exemplo, se tornou este ano o primeiro país a autorizar o Bitcoin como moeda nacional durante pagamentos, assim como o Corinthians lançou sua fan token e esgotou as vendas da sua moeda digital em poucas horas (o mesmo aconteceu com a Vasco Token).

Além disso, grandes empresas também já começaram a fazer investimentos em criptomoedas, como é o caso da Tesla, Microsoft, IBM e PayPal.

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Por isso, se você deseja fazer parte deste tipo de investimento (muito promissor e rentável), é preciso entender tudo sobre como funciona o mundo dos ativos digitais.

Então, nós do Portal Finança preparamos este guia exclusivo para você, para que entenda de uma vez por todas sobre as criptomoedas e então possa realizar seu primeiro investimento com segurança! Vamos conferir?!

O que são criptomoedas?

As criptomoedas são moedas digitais descentralizadas, criadas em uma rede blockchain, por meio de sistemas de criptografia, que são responsáveis por proteger as transações, informações e os dados dos investidores.

Parece complicado, né? Bom, vamos simplificar! Uma moeda digital é diferente do Real ou Dólar, por exemplo, pois ao contrário desse tipo de dinheiro que circula fisicamente entre a população, as criptomoedas só existem de maneira online.

Isso significa que embora existam no mercado financeiro, não podem ser pegas e guardadas na carteira, no bolso ou em um cofre, por exemplo.

Como funcionam as criptomoedas?

Qualquer moeda digital é descentralizada, isto é, não há um órgão ou governo responsável por controlar, intermediar ou autorizar sua emissão no mercado, pois quem faz isso são os próprios usuários.

Além disso, toda criptomoeda é criada por meio de uma rede blockchain, que é a tecnologia responsável por “proteger” esse ativo no mercado digital.

Basicamente, podemos dizer que o blockchain é o sistema que permite enviar e receber as informações do criptoativo, através da internet.

Esse sistema gera frações de códigos online, que por sua vez, carregam as informações conectadas. Por isso o nome blockchain (corrente de blocos), pois esses blocos de dados “formam” uma corrente.

Outro detalhe é que esse sistema funciona por meio de criptografia, fazendo com que a emissão e transação das criptomoedas seja feita de forma segura.

Vamos à um exemplo mais prático para entender o funcionamento de uma criptomoeda:

As criptomoedas são semelhantes ao ouro, ou seja, precisa-se “encontrar” para poder usar e ter valor (esse processo conhecemos como mineração).

Assim, toda vez que uma moeda digital é encontrada, é registrada em uma espécie de livro-caixa, que contém todas as informações sobre as transações feitas.

Mas, o diferencial é que se você emprestar sua criptomoeda para alguém, todos saberão sobre a transação, mas o seu nome não será divulgado, apenas o “livro-caixa” saberá.

De modo geral, essas transações precisam ser gravadas para sempre, o que significa que elas não podem ser alteradas, corrigidas ou apagadas.

Se você entendeu essa lógica, então agora sabe como funciona o mercado de criptomoedas. Vamos falar a seguir mais sobre a mineração das criptomoedas!

Mineração de criptomoedas

Seja o Bitcoin ou outra moeda digital, todas são formadas por um código extremamente complexo, que em hipótese alguma pode ser alterado.

Como comentamos acima, todas as transações envolvendo criptomoedas são protegidas por criptografia.

Porém, como não existe uma autoridade para regular tais transações, fica a critério de terceiros validar os processos, que basicamente são grupos de pessoas responsáveis por gravar as transações no blockchain.

Essas pessoas são conhecidas como mineradores, que são quem tem a capacidade de processamento para encontrar as criptomoedas em seus computadores, bem como são responsáveis por registrar e verificar as transações feitas. Como recompensa, os mineradores ganham novas unidades das criptomoedas.

Em suma, o minerador é o responsável por criar novas unidades de alguns tipos de criptoativos.

Na prática, o processo de mineração consiste em encontrar a chave que criptografa os blocos de dados, chamada de “hash”.

Mas atenção, pois este tipo de trabalho requer muito esforço e claro, tem um alto custo computacional.

Principais criptomoedas comercializadas no mercado

Se você deseja investir em criptomoedas, então, primeiro é necessário conhecer quais estão disponíveis e suas características únicas.

Além disso, é importante saber que existem criptoativos digitais mais valorizados e promissores para os próximos anos do que outros.

Embora a grande maioria dos investidores iniciantes conheça apenas o Bitcoin, saiba que hoje em dia existe muita opção interessante.

Veja a seguir a lista que preparamos com as principais criptomoedas do mercado atualmente, para você começar a investir o quanto antes!

Bitcoin (BTC)

Sem sombra de dúvidas o Bitcoin é a criptomoeda preferida entre os investidores e esse sucesso todo não é devido somente a ter sido a primeira a surgir no mercado, mas porque realmente é diferenciada.

Trata-se de uma criptomoeda descentralizada, ou seja, tem como principal vantagem a não necessidade de outras pessoas para funcionar.

Isso significa que você não precisa depender de um banco, governo ou grandes corporações para movimentar o seu dinheiro ao investir em Bitcoin.

Ethereum (ETH)

A segunda criptomoeda preferida pelos mineradores é a Ethereum, que podemos dizer que é o ativo digital com melhor custo-benefício quando falamos no processo de mineração.

Essa é uma das criptomoedas mais seguras hoje em dia, devido a contar com uma plataforma capaz de armazenar informações criptografadas.

Inclusive, a ETH ainda pode ser muito explorada, principalmente em grande escala. Outro ponto interessante é a chegada da Ethereum 2.0, que promete agilizar ainda mais as operações na blockchain.

Litecoin (LTC)

Pouco conhecida, mas muito promissora é a criptomoeda Litecoin, que é considerada como sendo uma das mais fortes e estáveis do mercado atualmente, além de ser formada através do mesmo código do Bitcoin.

No entanto, a diferença para o Bitcoin é a sua agilidade, pois a Litecoin é muito mais rápida. Outro diferencial é que a criação e transferência dessa criptomoeda é baseada em um protocolo de criptografia de código aberto, que não é administrado por uma autoridade central.

Monero (XMR)

Lançada no mercado em 2014, a Monero é outra criptomoeda de poder e podemos dizer que é bem semelhante ao Bitcoin.

Sua principal característica é que essa moeda digital pode dificultar de maneira bem rígida o rastreamento das transações.

Além disso, ela não é formada a partir do código do Bitcoin e sim por um novo protocolo, conhecido como CryptoNote, ou seja, é criada do zero.

Inclusive, é uma criptomoeda bastante utilizada nos mercados da darknet, devido ao seu anonimato, diferente das moedas digitais mais tradicionais.

Dash (DASH)

Essa criptomoeda opera com recursos opcionais de privacidade, bem como se trata de um ativo digital descentralizado.

No ano de 2020, o preço da Dash baixou cerca deu 95% em comparação a máxima atingida no final de 2017.

Mas, seu grande diferencial é que se trata de uma criptomoeda com ampla aceitação no mercado, sendo aceita em mais de 5.000 estabelecimentos físicos e online.

É justamente por isso que essa criptomoeda acabou se tornando uma forma de pagamento digital instantâneo e mais acessível.

Ripple (XRP)

Criada no ano de 2012, essa criptomoeda vem crescendo anos após ano, se tornando um ativo digital bastante promissor.

Hoje em dia, existem aproximadamente 40 milhões de tokens XRP em circulação no mercado e sua principal vantagem é a sua alta capacidade de mineração, que pode chegar até 100 bilhões.

Stellar Lumens (XLM)

Por isso, mas não menos importante, temos a criptomoeda Stellar, que foi desenvolvida por Jed McCaleb, o mesmo criador da Ripple.

De modo geral, esse criptoativo é um excelente investimento, especialmente por fazer parte de uma parceria com a empresa IBM.

Além disso, um diferencial é que a Stellar foi desenvolvida para auxiliar as pessoas na hora de realizarem transações internacionais, trabalhando assim para diminuir as altas taxas e os tempos de transação.

Quais são as moedas digitais mais valorizadas?

Dentre as criptomoedas com maior cotação no mercado mundial, cinco opção se destacam entre as demais:

  • Bitcoin
  • Ethereum
  • Litecoin
  • Ripple
  • Stellar Lumens

Prós e contras de investir em criptoativos

Antes de sair por aí querendo investir seu dinheiro em criptomoedas, é preciso conhecer os pontos positivos e negativos desse negócio.

Isso significa avaliar com atenção todas as vantagens e desvantagens de investir em criptoativo, para não acabar perdendo dinheiro.

Vantagens

  • Aceitação em diversos países ao redor do mundo
  • Moeda com alta valorização no mercado
  • O sistema blockchain é bem mais seguro que o do Wall Street
  • Investimento com fácil acesso às informações

Desvantagens

  • Investimento em modelo “Bolha financeira” (oscilações muito bruscas nas cotações de um dia para o outro)
  • Algumas criptomoedas são proibidas em alguns países
  • Moeda ainda não regulamentada
  • Moedas sem lastro
  • Alta volatilidade nos preços de compra e venda

Como investir em criptomoedas?

Se você tem interesse em investir seu dinheiro em criptoativo, saiba que é necessário conhecer muito bem esse tipo de aplicação, pois além de ser um investimento em renda variável, é um mercado ainda novo para a maioria dos investidores.

Fora isso, você precisa conhecer o seu perfil de investidor (faça o teste aqui), pois cada pessoa tem um risco de tolerância aceitável.

Nesse sentido, quem decide investir em criptomoeda, precisa estar disposto tanto a ganhar quanto a perder dinheiro (a cotação oscila bastante).

E por isso, para tomar a decisão de começar a investir em criptomoedas, avalie com cautela quais são as vantagens e desvantagens desse tipo de aplicação.

Se você estiver certo de que deseja realizar tal investimento, então, basta procurar uma exchange de criptomoedas.

As exchanges são plataformas online (corretoras de criptoativos) que ajudam os investidores a comprar, vender e trocar criptomoedas e tokens.

Basicamente, é um sistema que conecta vendedores e compradores de criptomoedas, intermediando o processo para que a transação seja feita de maneira mais prática e segura e para que os envolvidos recebam o que foi negociado.

De acordo com os especialistas do mercado financeiro, para escolher uma boa exchange de criptomoedas, o primeiro passo é fazer uma pesquisa, para conhecer a reputação da empresa, seu tempo de atividade no mercado, seu grau de confiança, enfim.

Além disso, é importante considerar a liquidez da exchange, isto é, o volume negociado nas principais moedas digitais.

A dica é sempre investir seu dinheiro em exchanges:

  • Mais tempo no mercado
  • Grande número de clientes
  • Possuam um maior volume transacionado

Essa tríade é um bom indicativo de confiabilidade, embora, você precise ter em mente que estamos falando de um mercado variável, ou seja, nada é 100% seguro.

Dicas de ouro para investir com segurança em criptoativos

Se você deseja investir em criptomoedas, é necessário sempre procurar a segurança do seu investimento, para evitar (dentro do possível), situações desconfortáveis no futuro, pois o que não falta por aí são golpes envolvendo criptomoedas.

Então, separamos algumas dicas valiosas para você investidor iniciante ter mais segurança na hora de comprar ou vender criptomoedas.

1 – Não deixe o dinheiro na corretora se for negociá-lo

Infelizmente, hoje em dia até mesmo as corretoras de criptomoedas são alvos de hackers e por isso, para evitar perder seu dinheiro em casos de ataques criminosos, a dica é não deixar seu dinheiro aplicado na plataforma.

2 – Se possível, deixe o dinheiro em uma carteira própria

Investir em criptomoedas é um tipo de investimento em longo prazo e por isso, como mencionado acima, só utilize a exchange se for negociar.

Caso contrário, para evitar contratempos, os especialistas recomendam fazer uma conta de segurança para deixar seu dinheiro, de preferência com hardware-wallet.

3 – Procure por corretoras de criptomoedas conhecidas

Para minimizar os riscos de perda de dinheiro, a dica é procurar por exchanges confiáveis, especialmente as com maior volume de transação.

Além disso, não se esqueça de avaliar o tempo dessa corretora no mercado e qual é o tamanho do seu portfólio de clientes.

Conclusão

Aprender sobre criptomoedas é algo desafiador, mas tendo o perfil certo para esse tipo de investimento, saiba que é muito vantajoso.

Contudo, mesmo tendo o perfil ideal e “obedecendo” as regrinhas básicas para investir com segurança, é preciso ter em mente que as criptomoedas são moedas digitais, isto é, ainda não existem órgãos competentes que as regulam.

Isso porque todas as transações são feitas via sistema blockchain, que é a tecnologia capaz de proteger essas moedas no mercado digital.

É por meio dessa rede criptografada que não é possível gastar uma criptomoeda mais de uma vez, pois cada usuário é identificado a partir de seu endereço de IP. Assim, cada computador tem seu próprio código, que registra a transação feita pelo titular da criptomoeda.

Além disso, tenha em mente que estamos falando de um investidor com perfil mais arrojado, que busca um ganho mais rápido, mas que em contrapartida precisa tolerar os riscos do mercado, ou seja, é necessário estar disposto a talvez perder dinheiro.

Mas, de modo geral, com conhecimento, cautela e nas exchanges corretas, investir em criptomoeda é um bom investimento (a cotação é baseada na lei de oferta e procura)!