A Taxa Selic é a taxa básica de juros utilizada na economia brasileira e desde agosto do ano passado estava em queda histórica, registrando 2% ao ano. Entretanto, em março deste ano o Copom (Conselho de Política Monetária) decidiu subir essa taxa para 2,75%, o que afeta diretamente todo o mercado financeiro e a vida dos brasileiros.

Isso porque essa é a taxa que guia a economia no Brasil, ou seja, qualquer oscilação, seja de queda ou alta, gera impactos no bolso da população. Não acredita? Bom, é ela quem define os juros do cartão de crédito, dos empréstimos em dinheiro e até mesmo do financiamento imobiliário que você tanto sonha.

Além disso, a Selic hoje é uma das principais taxas referência quando o assunto é investimento, especialmente quando falamos das aplicações em renda fixa, como quando você investe seu dinheiro na caderneta de poupança ou naquele CDB oferecido pelo banco.

Então, queira você ou não, saiba que é fundamental entender ao menos o básico sobre o aumento da Taxa Selic, pois isso afeta diretamente o nosso dinheiro, seja com relação à quanto ele rende ou o quão rápido ele acaba. Mas, não precisa se preocupar, pois esclareceremos tudo tim tim por tim tim para você no tema de hoje!

Afinal, como funciona a Taxa Selic?

A Selic é uma taxa de juros que serve como instrumento de política monetária, ou seja, é utilizada pelo governo para guiar a economia brasileira. Vamos enxergar a economia do país como um grande navio. 

Se o navio está andando muito devagar, o Banco Central precisa tirar o pé do freio para o navio andar mais rápido, que é quando se reduz a taxa de juros para a economia voltar a crescer, isto é, com uma inflação mais baixa, as pessoas gastam mais e fazem o dinheiro circular. Já se a embarcação está acelerada, é necessário pisar no freio, que é quando o governo decide aumentar a Selic, com a intenção de diminuir a inflação que está muito alta. Com isso, há uma retração na economia, isto é, os brasileiros começam a poupar e juntar mais dinheiro, favorecendo os investimentos, que rendem mais.

Entenda como a taxa básica de juros irá afetar sua vida financeira 

A Taxa Selic atual está em 2,75% ao ano, o que no dia-a-dia pode fazer diferença em seu bolso.

A tendência é que os juros cobrados no cartão de crédito aumentem, como no caso de atrasar a fatura ou pagar apenas o valor mínimo. 

Além disso, quem pretende solicitar empréstimos, saiba que pagará mais por isso, da mesma forma que na contratação de financiamento de imóveis.

Mas, a boa notícia é que o consumidor brasileiro levará um tempo para começar a sentir o impacto do aumento da taxa básica de juros.

Por enquanto, você pode ficar tranquilo que a Selic em alta não irá causar grandes prejuízos a sua carteira.

Entretanto, também não é o momento de sair gastando como se não houvesse amanhã, pois há!

Segundo especialistas em finanças, a tendência é que a Taxa Selic anual fique próximo a 4% até dezembro de 2021.

Justamente por isso que você precisa começar a organizar sua vida financeira desde agora, para não ser pego de surpresa nos próximos meses.

Inclusive, a ideia é que o Copom vai aumentando a Selic gradativamente ao longo do ano, para equilibrar a economia brasileira. 

Se isso realmente acontecer, chegaremos ao final do ano com o dobro da taxa de juros que iniciamos 2021, aí sim as linhas de crédito ficarão mais caras.

Como a elevação da Taxa Selic irá influenciar seus investimentos?

Se para a economia do dia-a-dia a Selic não é muito favorável, para quem investe pode ser bem vantajosa. 

Como os investimentos financeiros são afetados diretamente pela taxa básica de juros do país, a tendência é que seu dinheiro renda um pouquinho mais.

Nesse sentido, de imediato, a renda fixa pré fixada (CDB, LCI e Tesouro Direto, por exemplo) é a que primeiro irá responder à alta da Selic, uma vez que seus rendimentos estão diretamente ligados a essa taxa e o CDI, que também está atrelado à Selic.

Outros investimentos de renda fixa também irão acompanhar esse maior rendimento, mas de forma menos expressiva. 

Isso porque, normalmente, essas outras aplicações não têm liquidez diária, ou seja, o retorno sobre o valor investido só acontecerá daqui 2 ou 3 anos.

Já com relação aos investimentos em renda variável, a tendência é que esses respondam o oposto da renda fixa. 

Um bom exemplo disso é o investimento em fundos imobiliários, que geram lucro graças aos aluguéis dos imóveis em questão.

O problema é que quando a Selic sobe, muitos investidores começam a diversificar mais a carteira de ativos, deixando de investir tanto em renda variável para apostar na renda fixa.

Mas, isso não significa que você deve se desesperar e começar a vender todos os seus FII’s, pois essa alta de 0,75% na Taxa Selic ainda é pequena e sem muito impacto na renda variável.

Contudo, fique atento, pois se ela continuar a aumentar, talvez seja interessante repensar sobre a sua carteira de investimentos.

O mesmo vale para os investimentos na bolsa de valores, no qual a compra e venda de ações não será tão afetada no momento.

A dica para você investidor iniciante que vai aproveitar da retração da economia para juntar dinheiro e começar a investir é apostar em investimentos para criar uma reserva de emergência. 

Dessa forma, a ideia é apostar em aplicações entre 4 e 12 meses, com taxa de juros pós-fixada e liquidez diária, como é o caso do Tesouro Selic, Fundos DI e os CDB’s.

Então, esperamos que você tenha esclarecido suas dúvidas sobre o que é, como funciona e como a alta da Taxa Selic pode mudar a sua vida financeira.

Agora é só ficar de olho se ela irá aumentar ainda mais ao longo dos meses e claro, economizar para investir melhor!