Investir no Tesouro Direto é seguro e rentável e esses são os dois motivos que tornam esse investimento em renda fixa tão atrativo, considerando que oferece baixo risco e ainda rende mais que a caderneta de poupança, por exemplo.

Assim, o investimento no Tesouro Direto tem ganhado cada vez mais a atenção dos brasileiros. Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), no ano passado teve-se um crescimento de 20% no número de investidores em relação a 2019, mostrando que os investidores estão diversificando mais sua carteira de ativos.

No entanto, embora esse investimento seja a “estrelinha de ouro da renda fixa”, muitos brasileiros ainda têm um certo “medo” na hora de aplicar seu capital. A razão para isso é a falta de conhecimento e é justamente por isso que você precisa tirar as suas dúvidas!

Então, para lhe ajudar nessa missão e acabar de uma vez por todas com essas questões mal resolvidas, preparamos este guia com as dúvidas mais comuns sobre como aplicar no Tesouro Direto. Vamos lá?!

O que é investir no Tesouro Direto e como funciona na prática?

Você sabe o que é o Tesouro Direto? Essa é a primeira questão que você deve ter esclarecida! Bom, esse investimento nada mais é do que um título público de renda fixa, no qual é emitido pelo Tesouro Nacional. 

Basicamente, existem três tipos de títulos: os pré-fixados, os pós-fixados e os híbridos, que determinam o tipo de remuneração a ser recebida.

E na prática, como funciona o Tesouro Direto? O investimento nesse título é muito simples e prático, perfeito para qualquer investidor iniciante. 

De modo geral, você aplica o seu dinheiro em um título emitido pelo Governo Federal e futuramente recebe o valor inicial acrescido de juros, que ficam sendo somados até a data de vencimento.

Além disso, investir no Tesouro Direto lhe traz duas grandes vantagens:

  1. A garantia do Governo Federal, o que por sua vez reduz o risco de você perder dinheiro;
  2. A alta liquidez, considerando que o resgate do valor investido é mais acessível.

Com tudo isso, pode-se dizer que o investimento no Tesouro Direto é recomendado para qualquer tipo de investidor, não somente o com perfil conservador.

É preciso investir no Tesouro Direto todo o mês?

Agora que você já sabe o que é e como funciona o Tesouro Direto, deve estar se questionando sobre o tempo de investimento, certo?

Bom, essa é uma dúvida comum entre os iniciantes e que com certeza gera muita confusão…

Mas, saiba que você não é obrigado a investir no Tesouro Direto todos os meses,  pois essa é uma aplicação bem flexível.

Assim, pode ficar tranquilo quanto a frequência de investimento, visto que quem irá determinar quando e quanto irá investir é você mesmo.

Inclusive, se você fechou o mês no azul e as finanças estiverem tranquilas, saiba que pode investir mais de uma vez ao mês

O contrário também vale, isto é, se você teve um contratempo no orçamento e não irá sobrar dinheiro para o seu título no Tesouro Direto, pode passar mais de um mês sem fazer qualquer aplicação.

Qual tipo de título no Tesouro rende mais?

Afinal, quanto rende o Tesouro Direto? Realmente vale a pena? É um investimento atrativo financeiramente? Se sim, qual a modalidade que paga mais?

Via regra geral, atualmente, existem três tipos de títulos dentro do investimento no Tesouro Direto:

  • Selic
  • IPCA
  • Pré-fixado

Cada uma dessas aplicações são diferentes considerando a rentabilidade e consequentemente, servem para objetivos distintos.

Por isso, ao pensar sobre como investir no Tesouro Direto, a ideia é escolher baseado na sua meta com esse investimento e não focando somente na rentabilidade. 

Nesse sentido, o Tesouro Selic é perfeito para os investidores que desejam guardar dinheiro em curto prazo.

Com relação ao rendimento, esse investimento no Tesouro Direto acompanha a Taxa Selic, que atualmente está em 2,75% ao ano.

Objetivos comuns ao investir no Tesouro Selic são viagens no fim de ano, trocar de automóvel daqui 12 meses e até mesmo criar uma reserva financeira

Já o título indexado ao índice IPCA é mais indicado para quem tem metas a longo prazo.

Por exemplo, caso você deseje comprar sua casa própria daqui 8 anos ou já está pensando em investir para a aposentadoria. 

Nessa modalidade de investimento, a rentabilidade acompanha o valor do IPCA, mais um valor fixo acima do índice.

Para quem não sabe o IPCA é o índice oficial da economia brasileira que representa a inflação ou deflação dos preços no mercado.

A vantagem do Tesouro Direto indexado ao IPCA é que você não perde dinheiro para a inflação, que é justamente o problema da poupança em muitos casos. 

Por fim, temos o Tesouro Prefixado, que é o único investimento do Tesouro Direto em que você sabe exatamente o quanto seu dinheiro vai render durante toda a aplicação. 

Esse é o investimento recomendado para quem tem objetivos de médio prazo e quando é necessário fixar uma taxa de juros.

Quais são as taxas na hora do resgate do investimento?

Outro ponto que gera bastante questionamento entre os investidores é com relação às taxas do Tesouro Direto.

Então, é hora de esclarecer isso de uma vez por todas! Saiba que você não precisa pagar taxas ao retirar seu dinheiro do Tesouro Direto. 

O motivo é simples: O imposto cobrado sobre o investimento é descontado sobre o lucro total, de forma automática. 

Dessa maneira, quanto mais tempo você deixar seu dinheiro investido em um título do Tesouro, menor será o imposto a pagar.

Com relação ao percentual do imposto, a alíquota inicial é de 22,5% sobre o lucro gerado para prazos de aplicação de até 180 dias e pode reduzir a 15% em aplicações com mais de 720 dias.

É possível perder dinheiro depois de um tempo no Tesouro Direto?

Outra dúvida frequente sobre o investimento no Tesouro Direto é se podemos perder o capital investido após um certo tempo…

Bom, de modo geral, pode haver sim uma variação no valor investido em qualquer uma das modalidades do Tesouro.

Entretanto, saiba que a mais intensa e mais comum acontece nos investimentos no Tesouro Prefixado e no Tesouro IPCA

Isso porque a garantia de rentabilidade nesses dois investimentos ocorre somente no prazo de vencimento deles e sendo assim, a dica é só colocar seu dinheiro neles quando não precisar dele.

Por exemplo, se você pensa em investir no Tesouro Direto para criar uma reserva de emergência, não é uma boa ideia escolher o pré-fixado ou o atrelado ao IPCA, justamente por causa dessa possível variação.

Conclusão

Chegamos ao fim do nosso guia de perguntas e respostas sobre como investir no Tesouro Direto e esperamos que a sua dúvida tenha sido esclarecida aqui!

Não há porque temer a esse investimento, pois, de modo geral, essa é uma aplicação segura, rentável, fácil de entender e muito prática de investir.

Assim, se você souber como aplicar no Tesouro Direto, tenha a certeza absoluta de que terá feito uma boa escolha para a sua carteira de ativos, tanto em curto quanto em longo prazo!