Nossas finanças dizem muito sobre nós, visto que a maneira como lidamos com nosso dinheiro demonstra o controle ou a falta dele em nossa vida financeira. 

Não acredita? Bom, quando temos um maior controle sobre nosso dinheiro, maior é consciência sobre nossas escolhas e consequentemente maior eficiência da renda.

O que acontece na prática é justamente a falta de controle, fazendo com que a maioria dos brasileiros não tenha uma boa organização financeira. Esse é um péssimo hábito, pois leva a más escolhas na hora de consumo, nos impossibilita de fazer investimentos, limita muitas realizações pessoais, entre outros.

Mas, além de tudo isso, não saber como ser organizado nas finanças nos gera preocupações e estresses diários. Por exemplo, com contas pendentes e sem dinheiro sobrando, um casal tenderá a brigar mais, cairá na rotina (não terá sobrando para o lazer), ambos ficarão mais estressados em casa, no trabalho, enfim, todas as relações serão afetadas. 

Por isso, é tão importante ter uma boa organização financeira, para que possa viver em equilíbrio, com tranquilidade e segurança em diversos aspectos. 

Como fazer isso na prática? Como organizar seu orçamento? Como criar uma nova rotina de controles pessoais? É isso que lhe mostraremos neste guia!

Ajudaremos você a ter uma maior consciência sobre suas escolhas financeiras. Isso inclui pensar sobre sua rotina de gastos básicos e eventuais, uso do crédito, seus investimentos e escolhas de bem-estar e segurança.

Então, vamos ao que realmente importa?! Confira a seguir quais são os 4 passos para usar melhor seu dinheiro e ter uma vida financeira mais rica!

1- Conheça seus números

O primeiro segredo para ter as finanças em equilíbrio é aprender a ter uma noção real sobre nossos números…

Aqueles que são organizados financeiramente costumam ter as respostas para as quatro perguntas abaixo:

  • Quanto é a sua renda mensal e anual?
  • Como e onde é gasto seu dinheiro?
  • De dívidas, o que você deve?
  • Qual é o seu patrimônio?

E você, soube responder rapidamente a essas questões ou demorou? Pois, saiba que quanto mais demorar, sinal que há uma lacuna aí. 

Então, para lhe ajudar nessa missão, vamos falar um pouquinho mais sobre cada um desses pontos! Confira!

Renda mensal

Pode parecer um absurdo, mas muitas pessoas não sabem quanto ganham, especialmente os com renda variável, como corretores de imóveis, autônomos e empresários de pequeno porte.

Se você faz parte desse time, indica-se que considere como seu ganho mensal o valor mais baixo rentabilizado no último ano. 

Se você tem salário fixo, calcular sua renda é mais fácil. Mas, cuidado, pois o esse valor bruto não quer dizer que o dinheiro esteja disponível. 

Nem todo o dinheiro que entra em nossa conta mensalmente é nosso, afinal, há gastos fixos, descontos com impostos, parcelas de empréstimos, faturas de cartão e etc.

Então, em suma, você irá somar o que ganha mensalmente (seja um valor fixo ou variado – não se esqueça de incluir sua renda extra, caso tenha), bem como outros possíveis adicionais, como 13º salário, férias, participação em lucros da empresa, restituição do IR e outros que você tenha direito.

Após considerar esses aspectos, se pergunte: Afinal de contas, quanto de dinheiro tenho ao final do mês? E qual a minha renda total ao fim do ano?

Gastos

Os brasileiros têm um padrão de vida que compromete boa parte de suas finanças, sendo seus maiores gastos os seguintes:

  • 34% dos ganhos vai para moradia (o que inclui aluguel e contas fixas, como água e luz); 
  • 20% para custear o transporte; 
  • 19% é gasto de alimentação; 
  • 9% com saúde; 
  • 8% para gastos com vestuário; 
  • 5% investidos em cultura e educação; 
  • 5% referente a outras despesas.

E no seu caso, como é feita a distribuição dos seus ganhos mensais? Como é feita essa divisão do seu dinheiro em porcentagem de gastos?

A nossa dica é que você saiba como fazer um planejamento financeiro, anotando exatamente o quanto gasta em cada um desses itens. 

E atenção, se você perceber que essa porcentagem está muito acima dos valores mencionados, talvez seja a hora de começar a economizar ou mudar alguns hábitos. 

Já se o percentual estiver abaixo da média apresentada, é ótimo e a oportunidade para você pensar em como começar a poupar e investir.

Contas

Muitas pessoas simplesmente desconhecem o montante de suas dívidas e esse é um dos maiores vilões na hora de como organizar as finanças e sair do vermelho

É comum fazer uma prestação em um carnê de loja, contratar um empréstimo bancário e outro em uma financeira…

Mas, o problema é que vamos gastando e não nos dedicamos a fazer a soma desse valor por completo, o que aumenta o risco de contrair dívidas.

Assim, se você deseja organizar as finanças pessoais, saiba que é essencial começar a fazer o somatório de tudo o que você deve. 

Nessa lista vale desde dívidas com familiares e amigos até mesmos compromissos com bancos, lojas e cartões de crédito.

Então, some tudo o que está em aberto para quitar e anote o valor total correspondente ao seu endividamento.

Patrimônio

Resumidamente, patrimônio significa a soma dos valores referentes a bens e direitos que temos registrados em nosso nome. 

Para saber qual o seu patrimônio pessoal é necessário fazer o somatório do dinheiro em poupança, juntamente com seus bens estimados, sempre avaliando o valor de mercado. 

Isso inclui imóveis, veículos, dinheiro em poupança ou outro tipo de investimento, previdência privada, valores de FGTS, enfim.

Assim, conhecendo esses quatro pontos (renda, gastos, contas e patrimônio), agora sim você conhece seus números e está preparado para avançar para o próximo passo!

2- Comece a gastar menos do que ganha

Para saber como resolver as finanças é fundamental ter em mente que se deve gastar bem menos do que realmente se ganha. 

A grande maioria de nós, infelizmente, ainda não consegue isso, inclusive há uma boa parte da população que gasta absolutamente tudo o que ganha. 

O grande motivo para isso é a falta de educação financeira, que leva a muitas famílias a viverem no vermelho meses após meses, endividadas até os olhos, enfim. 

Mas, então, como mudar essa situação? O que você pode mudar para lhe sobrar algum dinheiro ao final do mês e melhorar sua vida financeira?

Bom, há várias dicas e truques para isso, desde diminuir o uso do carro até poupar no cafezinho, mas o fato é que nada disso surtirá efeito em longo prazo se você não mudar os hábitos. 

Isso mesmo! Para ter uma vida financeira equilibrada é necessário começar a ter uma nova perspectiva sobre as finanças e principalmente envolver toda a família nessas mudanças.

Como todos contribuem (mesmo que indiretamente) no orçamento, é bom que possam discutir em conjunto sobre tais mudanças e o quanto estão dispostos a apoiar um projeto desse tipo.

Além disso, evite ao máximo fazer compras em carnê de loja, assumir financiamentos altos ou prestações que comprometam boa parte de seu orçamento.

O mais indicado é sempre compra com dinheiro à vista ou no caso de parcelar, procure quitar o soldo o quanto antes.

3- Acabe com suas dívidas

Viver sem débitos em atraso é uma realidade que muitos desconhecem, aliás, esse é um dos maiores problemas financeiros enfrentados pelos brasileiros…

E o pior disso são os juros envolvidos, pois essa taxa implica em uma redução na sua capacidade de consumo.

Isso significa que quanto mais juros você pagar pelo atraso de suas contas, automaticamente, menos poderá comprar.

E pior ainda, quanto maiores os juros, maiores as chances de inadimplência, pois se atrasar, comprometerá seu orçamento e isso vira uma bola de neve.

Por isso, saber como organizar seu orçamento pode ser o primeiro passo para mudar de vida. 

Uma das melhores dicas para isso é fazer uma lista de todas as suas dívidas, para poder encontrar o valor total que está pendente. 

Depois considere o seguinte: 

  • Esse valor alto demais para seu orçamento? 
  • Sua família sabe desse montante ou você está suportando essa carga sozinho(a)?
  • Classificando essas dívidas pelo valor final, seria melhor pagar primeiro as de menores?
  • E pelos juros, as contas com maiores taxas poderiam ser pagar com prioridade?
  • Quanto aos débitos por credores, poderia haver uma renegociação e assim quitar várias linhas de financiamento em uma mesma instituição financeira? 

Entender e planejar-se para isso é indispensável para começar a ter uma vida financeira livre de dívidas, com menores despesas financeiras e uma maior capacidade de compra. 

Além disso, trace objetivos e metas bem definidos, como, por exemplo, quando você conseguirá quitar o saldo devedor e como incluirá isso em seu orçamento.

Você precisará e poderá economizar para pagar uma renegociação? Se não, terá condição de conseguir uma renda extra? Pense muito bem sobre isso!

4- Guarde dinheiro

Guardar dinheiro é um dos mandamentos da educação financeira e embora muitos não consigam, ainda assim é preciso fazer um esforço.

Mas, quando nos referimos a guardar dinheiro, não significa ser rico ou ter que fazer grandes investimentos mensais na poupança, por exemplo.

Possuir dinheiro quer dizer poder manter uma reserva, onde essa estará disponível para quando precisar, ao mesmo tempo em que rende juros.

E não pense que a única forma de ter isso é acertando na loteria, pois pessoas comuns conseguem acumular fortunas, apenas criando o hábito de economizar e poupar.

Talvez seja a hora de rever suas prioridades em sua vida financeira, ou seja, aqueles R$50,00 gastos em uma peça de roupa, não poderiam ser investidos?

A partir do momento que você começar a priorizar suas despesas para guardar o que sobra, vai descobrir que nunca mais lhe faltará dinheiro.

E assim chegamos ao fim do nosso passo a passo sobre organização de finanças para uma melhor vida financeira!

Esperamos que ao longo deste material sobre como lidar com o dinheiro você tenha percebido que é possível sim consumir mais e privar-se menos, sem perder qualidade de vida.

Para isso, basta saber aproveitar melhor suas oportunidades de crédito, equilibrar as dívidas e principalmente mudar suas estratégias financeiras!